segunda-feira, 2 de outubro de 2017

VITAMINAS E MINERAIS



As vitaminas e os minerais são chamados de micronutrientes. São substâncias que obtemos da alimentação e que são necessárias para nossa saúde. Portanto, uma alimentação saudável e variada é indispensável para obtermos estes nutrientes.
            Desde o nascimento, a criança já necessita de vitaminas e minerais. A partir do 7º. ao 15º. dia de vida, os bebês devem tomar banho de sol para a produção de vitamina D, que é fundamental para a formação dos ossos e prevenção do raquitismo. Porém, como a exposição regular ao sol nem sempre é possível, normalmente o bebê recebe uma suplementação diária de vitaminas A e D, através de gotas orais, até cerca de 2 anos.
            O leite materno normalmente supre o restante das necessidades de micronutrientes até os 6 meses. Posteriormente, a alimentação irá fornecê-los.
            A deficiência de ferro é muito frequente em crianças brasileiras, causando a anemia ferropriva. Portanto, para a prevenção desta doença, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a suplementação de ferro oral para:
·         recém-nascidos de baixo peso ou prematuros: do 15 dia de vida até 1ano/ 2 anos ;
·         bebês que não recebem leite materno ou fórmula infantil (leite “de latinha”, específico para bebês, de 0 a 6 meses e de 6 a 12 meses): do 15 dia de vida até 1 ano e meio/2 anos;
·         bebês quando iniciam alimentação complementar (suco, frutas e papa): até1 ano e meio/2 anos.

O abastecimento público de água é acrescido com flúor, o que garante a sua melhor forma de acesso a toda população. A principal ação do flúor é sobre os dentes.
Após o primeiro ano de vida, a criança tem um menor ritmo de crescimento, o que facilita a sua exposição ao sol e uma alimentação mais variada. Desta forma, a suplementação de vitaminas e minerais não é mais necessária, a não ser em casos específicos.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Fibrose Pulmonar Idiopática


A Fibrose Pulmonar Idiopática é uma doença pulmonar progressiva de causa desconhecida. Por algum motivo, o pulmão perde sua elasticidade e há um aumento descontrolado das células que causam cicatrização (fibrose).  Desta forma, o pulmão não consegue mais desempenhar sua função primordial, que é captar oxigênio e oxigenar as células, tecidos e órgãos.
É uma doença rara, há cerca de 13 mil brasileiros com FPI.
Por causa da falta de oxigênio, quem sofre da doença tem muita dificuldade para realizar atividades cotidianas, como subir um lance de escadas, vestir-se sem ajuda, comer ou regar uma planta.
A princípio, a FPI, normalmente, não causa sintomas ou causa apenas sintomas ligeiros. À medida que a doença agrava, o paciente pode sentir:
• Tosse seca
 • Falta de ar e cansaço
• Resfriados e infecções pulmonares mais frequentes
 • Tom de pele azulado (a chamada cianose)
• Mudanças no formato das unhas (o chamado baqueteamento digital)
• Falta de apetite e perda de peso
Com o passar do tempo, o paciente pode desenvolver doença cardíaca e coágulos sanguíneos.

A principal angústia de médicos e pacientes é que não havia, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, medicamentos eficientes a fim de diminuir a progressão da enfermidade, caracterizando a FPI como uma “doença órfã”. Por esse motivo, a FPI é um dos temas que desperta mais interesse nos pesquisadores e nos congressos de pneumologia.
Para aliviar o sintoma da falta de ar, as alternativas mais utilizadas até então eram a oxigenoterapia e o transplante de pulmão, procedimento complexo e de difícil realização.
Possibilidade de Tratamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou recentemente a comercialização do nintedanibe.  Dois estudos publicados no periódico médico The New England Journal of Medicine mostraram que as crises agudas de falta de oxigênio caíram em mais de 68% dos casos após o uso do medicamento e houve diminuição da queda da função pulmonar em 50%.
O mecanismo de ação da nova droga impede a multiplicação descontrolada das células que causam a fibrose (cicatrizes) do tecido pulmonar, diminuindo, assim, a velocidade de progressão da doença.
Entretanto, como toda droga “nova”, ainda não há previsão para sua implementação no SUS e seu custo é elevado (para o tratamento, o paciente precisará desembolsar cerca de R$13 mil mensalmente e por tempo indeterminado).
 Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925
Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia

Especialista em Cuidados Paliativos pela Associação Médica Brasileira

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

FIBROSE CÍSTICA



Esta doença é também chamada de mucoviscidose e sua causa é genética. Ocorre pela falta ou disfunção de uma proteína que está presente em algumas glândulas do corpo, como no pâncreas.
Isto faz com que haja produção de muco espesso e anormal, podendo levar a:
- tosse crônica;
- chiado no peito freqüente;
- pneumonias frequentes;
- suor excessivo e muito salgado;
- dificuldade em ganhar peso e altura;
- fezes volumosas e diarréia freqüente.
A fibrose cística pode ser diagnosticada por três formas:
- triagem neonatal (Teste do Pezinho);
- teste do Suor;
- teste Genético.
É uma doença que necessita de tratamento contínuo, e normalmente é feito em centros especializados. O seu principal objetivo é prevenir as infecções e complicações, através de:
- terapia pulmonar: inalações, fisioterapia respiratória e uso de antibióticos quando necessário;
- suporte nutricional: com suplementação específica para cada criança;
- reposição de enzimas do pâncreas, para ajudar na digestão e absorção dos alimentos;
            Medidas de prevenção são fundamentais, como a vacinação adequada e as medidas de higiene.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Tumores de Cabeça e Pescoço



Anualmente em julho, acontece  o JULHO VERDE,  campanha de prevenção do câncer de cabeça e pescoço, com o objetivo de conscientizar e alertar a população sobre os sintomas da doença e a importância da detecção precoce, desta que é a quinta neoplasia mais comum no mundo.

Já foi identificado que o hábito de beber e fumar aumenta em até 20 vezes a chance de uma pessoa desenvolver algum tipo de câncer de cabeça e pescoço. Tumores nessa região correspondem a 3% de todos os tipos de câncer. Os de cavidade oral, que incluem lábios, língua, assoalho de boca, céu da boca, orofaringe como amígdalas, e de laringe são os tumores mais comuns. Sendo o segundo mais frequente no homem, superado apenas pelo câncer de próstata. Nas mulheres, o câncer de tireoide aparece como o oitavo mais comum, com estimativa de 5.800 novos casos no Brasil em 2016.

Além do tabagismo e o álcool, outros fatores estão associados mais fortemente ao aparecimento do câncer de boca, como a infecção por HPV (subtipo 16 principal) e exposição solar (para o câncer no lábio).
Há também os fatores de baixo risco, dentre os quais estão a dieta pobre em frutas e vegetais, má higiene oral, próteses mal ajustadas ou adaptadas, genéticos e outros aspectos em associação que determinam uma queda na imunidade do hospedeiro, levando ao aparecimento do tumor.

Os sintomas do câncer de boca, às vezes, são nítidos, como feridas com ardor na boca, e às vezes não, sendo indolores no início, como uma ferida que não cicatriza e não dói. Devemos suspeitar de feridas na boca que não cicatriza em duas semanas; os nódulos persistentes no pescoço e em mucosa da bochecha, lábio, assoalho de boca e língua; as manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, indolores ou com leve ardor local em mucosa da boca; os dentes que apresentam amolecimento sem causa aparente; o inchaço na gengiva que dificulta uso de prótese; a dificuldade para engolir, falar, mastigar; mau hálito e perda de peso. 

 Apesar de quase 90% das lesões malignas de boca estarem localizadas na língua, assoalho, mucosa jugal e palato, ou seja, de fácil suspeita e reconhecimento, ainda diagnostica-se , na maioria dos casos, lesões em estádios avançados, o que dificulta muito o tratamento, levando a cirurgias complexas, com reconstruções para a reabilitação mais adequada e invariavelmente seguidas de radioterapia e quimioterapia, e infelizmente com índices mais baixos de sobrevida.

No Brasil, cerca de 70% dos casos ainda apresentam-se em estádios avançados: III e IV, onde as chances de cura ou controle são menores, porém podem ser atingíveis. Já os casos iniciais I e II possuem alta chance de cura/controle.

A incidência do câncer de boca, no Brasil, tende a aumentar, ultrapassando outras doenças.  A prevenção de fatores de risco ainda é a medida mais simples e eficaz para evitar o aparecimento desses tumores. Recomenda-se cessar o consumo de tabaco e álcool, pois associados e com a presença dos outros fatores já descritos aumenta-se muito a possibilidade de desenvolver esta doença.


Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925
Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia
Especialista em Cuidados Paliativos pela Associação Médica Brasileira

terça-feira, 1 de agosto de 2017

URTICÁRIA



A urticária é um quadro alérgico, caracterizado por “manchas” avermelhadas na pele, que coçam e que desaparecem sob pressão (quando comprimidas) e que normalmente somem rapidamente.
            Na maioria dos casos, ocorre quando um desencadeante (chamado alérgeno) junta-se com o anticorpo específico das células, liberando uma substância chamada histamina, responsável pelo prurido (coceira) e dilatação de vasos sanguíneos (vermelhidão). Podem ocorrer em qualquer parte do corpo.
            As causas são inúmeras, como:
·         Reação a medicações: antiinflamatórios, analgésicos, antibióticos.
·         Alimentos: os mais frequentes são peixe, camarão, amendoim, nozes, castanhas e chocolate.
·         Corantes alimentícios e aditivos alimentares: corante amarelo-vermelho e glutamato monossódico.
·         Infecções: por vírus, bactérias e parasitas.
·         Picada de insetos: abelhas e formigas.
·         Física: pelo frio, luz solar e atividade física.
·         Contato: com substâncias como látex.
·         Outras doenças.

O tratamento depende da intensidade do quadro. As urticárias mais leves podem ser tratadas com medicações orais, prescritas pelo médico. Já nos casos mais graves, é preciso internação hospitalar para medicação endovenosa e cuidados intensivos.



Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

segunda-feira, 17 de julho de 2017

FIBROMIALGIA


A Fibromialgia é uma das doenças reumatológicas mais frequentes. Caracterizada por dor muscular generalizada no corpo acompanhada de sintomas de fadiga, e alterações de sono, memória e humor.
Geralmente o primeiro indício de fibromialgia é uma dor localizada que persiste e, com o tempo, evolui e se alastra para tornar-se difusa, assemelhando-se à dor que toma o corpo todo após uma gripe forte. Normalmente a dor surge sem motivo, mas às vezes pode ser desengatilhada por traumas psicológicos, físicos, como uma lesão provocada por um acidente de carro, ou infecções.
Até os anos 1990, usava-se um mapa para testar a sensibilidade do paciente. Os 18 pontos distribuídos pelo corpo eram os mais citados por pacientes como locais doloridos. São simétricos bilateralmente, e a maioria se concentra acima da cintura. Alguns deles, em especial na nuca, nas escápulas e na parte externa dos cotovelos, ao serem pressionados provocavam gritos de dor.
Ainda assim, a dor da fibromialgia é diferente das dores agudas, como as causadas por um corte ou uma porta que se fecha violentamente sobre um dedo. Na fibromialgia, a pessoa vai se adaptando e passa a conviver com ela no dia a dia, o que motiva a descrença por parte de quem convive com ele.
Para o diagnóstico de fibromialgia é necessário haver dor em todo o corpo por mais de três meses, na maioria dos dias ao longo desse período. Os pontos de dor hoje em dia, ajudam, mas não são definidores do diagnóstico. É necessário haver um conjunto de outros sintomas que englobam cansaço extremo, alteração do sono, da concentração e problemas de memória.
Entre esses sintomas, é marcante o papel da fadiga para caracterização da doença. O processo de diagnóstico inclui um questionário que visa a avaliar o impacto do cansaço na rotina do paciente. O indivíduo classifica de 0 a 10 o nível de dificuldade que enfrentou para realizar determinadas tarefas. E pelo grau de exigência das tarefas, podemos ter uma ideia do quão intensa pode ser a falta de energia.
A doença costuma surgir em mulheres entre 30 e 55 anos, embora haja casos de pessoas mais velhas, adolescentes e até crianças acometidas, compondo no Brasil um contingente de aproximadamente 5 milhões de pessoas (cerca de 2% a 3% da população, percentual próximo ao que se estima no mundo).


FARDO FEMININO
Existem dez vezes mais mulheres atingidas que homens. Segundo o National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases, entre 80% e 90% das pessoas com fibromialgia são mulheres.


A ligação entre fibromialgia e o sexo feminino pode estar na serotonina, neurotransmissor que influencia o sono, a produção de hormônios, o ritmo cardíaco e outras funções fisiológicas importantes. As mulheres produzem menos serotonina, e por isso são mais propensas a problemas como depressão, enxaqueca e transtornos de humor, principalmente no período de TPM. Como o neurotransmissor também participa do processamento da dor, talvez esse seja a explicação para o número muito maior de pacientes mulheres.

Além da forte relação com o sexo feminino, a doença tem laços estreitos com a depressão. Cerca de 50% dos fibromiálgicos apresentam também esse transtorno grave, com um quadro agravando o outro: a dor e o descrédito provocam reclusão, piorando a depressão, que por sua vez intensifica a dor – de forma real, e não psicológica.

TRATAMENTO 

Como a dor da fibromialgia não tem uma origem definida, analgésicos e anti-inflamatórios não ajudam. Os medicamentos que surtem algum efeito são os da classe dos antidepressivos e neuromoduladores. Porém, alguns pacientes podem encarar a prescrição com desconfiança, devido à imagem negativa que as doenças psiquiátricas têm em nossa sociedade. Aqueles que tiveram de encarar incredulidade até chegar ao diagnóstico podem até expressar revolta, interpretando que a sombra da “dor psicológica” está voltando e que estão sendo tratados de algum transtorno psiquiátrico. No caso da fibromialgia, entretanto, tais remédios são usados simplesmente para aumentar a quantidade de neurotransmissores que diminuem a dor.

Atualmente, a palavra-chave do tratamento para fibromialgia é atividade física. E muitas vezes inclui-se alguma medicação para permitir a prática de exercícios, por exemplo, para melhorar padrão de sono e ser reparador.

A fibromialgia não é considerada uma doença curável. Existem casos em que os sintomas diminuem consideravelmente, chegando a quase desaparecer, mas há outros em que será necessário fazer controle por toda a vida. Entender esse fato é fundamental para levar o tratamento da melhor forma possível.

Assim como a retroalimentação que ocorre fibromialgia e depressão, os sintomas da doença trazem uma série de problemas que se acumulam e se reforçam. A dor altera o humor, que afeta o rendimento profissional e as relações sociais, o que aumenta o estresse, que é um dos gatilhos da dor e assim estende-se ao infinito.

Pacientes não precisam se preocupar com danos graves, como deformações ou paralisação de membros. Mantido o tratamento, a perspectiva é que as dores regridam ao custo de uma rotina que é recomendada para a saúde de qualquer ser humano: atividade física regular.

Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925
Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia
Especialista em Cuidados Paliativos pela Associação Médica Brasileira

segunda-feira, 3 de julho de 2017

ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA



Desenvolvimento é o aumento da capacidade de uma criança em realizar funções ou tarefas cada vez mais complexas; e isto depende principalmente do amadurecimento do sistema nervoso central.
A resposta das crianças, nas diferentes tarefas, depende também de vários outros aspectos: idade, estímulo dos pais/ escola, convivência com outras crianças, relação com o ambiente onde vive, se a criança nasceu prematura ou teve algum problema durante a gestação/parto, etc.
Existem quatro aspectos principais a serem considerado na avaliação do desenvolvimento infantil:

·         Comportamento motor = são “aprendizados” motores, como: sustentar a cabeça, sentar, engatinhar, andar e pegar ou manipular objetos. 
·         Comportamento adaptativo = organização e adaptação em resposta aos estímulos, estando relacionado ao aspecto de aprendizagem. 
·         Comportamento de linguagem = comunicação verbal (pela fala) e não-verbal.
·         Comportamento pessoal-social = reações da criança relacionadas à sua cultura social (influenciadas pelo ambiente).

É muito importante que os pais saibam que mesmo sendo esperado que a criança realize uma determinada atividade com uma certa idade, cada criança tem o seu tempo. Pode ser que um dos filhos ande mais cedo que o outro, ou comece a falar mais tarde.
Para cada faixa etária, é esperado que a criança realize algumas atividades, como:
·         2 MESES:
o   Fixa o olhar no rosto da mãe ou de quem está em frente.
o   Reage ao som (com choro, susto ou movimentos).
o   Eleva a cabeça quando de barriga para baixo.
·         4 MESES:
o   Segura objetos por alguns segundos.
o   Emite sons.
o   Sustenta a cabeça quando no colo.
·         6 MESES:
o   Alcança um brinquedo próximo.
o   Leva objetos à boca.
o   Localiza o som, virando para o local de onde é emitido.
o   Rola da cama.
·         9 MESES:
o   Brinca de “esconde – acha”, retirando um pano do rosto.
o   Transfere objetos de uma mão para outra.
o   Duplica sílabas (“papa”, “dada”).
o   Senta sem apoio.
·         12 MESES:
o   Imita gestos.
o   Anda com apoio.
·         15 MESES:
o   Executa gestos a pedido.
o   Produz uma palavra.
o   Anda sem apoio.
·         18 MESES:
o   Identifica 2 objetos.
o   Rabisca espontaneamente.
o   Produz 3 palavras.
o   Anda para trás.
·         24 MESES:
o   Tira roupa.
o   Constrói torre de 3 cubos.
o   Chuta a bola.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP
CRM: 104.671